Tem “pink money” no ativismo?


Doação a organizações LGBT sem fins lucrativos: sobra um pouco do “pink money” para o ativismo?

Car@s leitores do blog, estou fazendo uma pesquisa sobre apoio financeiro a organizações LGBT no Brasil e gostaria que vocês participassem. Ela não tem um público-alvo fechado, embora ativistas em organizações LGBT e ativistas fora de organizações LGBT sejam dois grandes grupos que quero atingir com a pesquisa. Ainda assim, outros membros da comunidade LGBTIQ que não se identificam como ativistas nem mesmo com o ativismo também me interessam. Uma vez que o tema é o suporte financeiro às organizações LGBT brasileiras, é importante lembrar que, na maioria dos países, parte expressiva dos doadores não se identifica como ativista exatamente, mas sim como doador ou “membro da comunidade LGBT”. Os ativistas, num sentido mais usual, são os que atuam profissionalmente em organizações LGBT.

Bem, o questionário é bem simples e você gasta menos de 10 minutos respondendo. Gostaria também que vocês o divulgassem entre seus contatos, sejam LGBT ou não: estou interessado em colher o máximo possível de visões sobre o tema. Abaixo está o questionário, e por questão de formatação no blog, eu sugiro que você pressione a seta da direta do seu teclado duas vezes ( –> ), pois assim o questionário ficará centralizado e você conseguirá ler tudo.

Caso você tenha problemas em respondê-lo diretamente aqui ou prefira abri-lo numa aba nova, basta clicar aqui no link da pesquisa.

Obrigado pela sua participação.

Abra sua mente que meu corpo quer passar


Publicado também em Bule Voador.

Viagem solitária: a história de João W. Neri. Foto: reprodução

Este ‘texto’, na verdade, é composto basicamente por audiovisuais. Ao invés de uma autoria, fiz mais uma curadoria, selecionando alguns vídeos que tratam de uma tema que apareceu poucas vezes aqui nos posts do Bule Voador que tratavam sobre direitos humanos, especificamente sobre a comunidade LGBT. Lembro-me que, ainda antes de ser editor do blog, havia sugerido um texto ao Alex (Presidente do Conselho de Mídia na época) sobre a forma como a dançarina Lacraia havia sido representada pela mídia. De lá para cá, algumas vezes o tema da transexualidade apareceu aqui no Bule, como nestes textos de 2010, 2011 (sobre a Lacraia) e três deste ano: um do Alex, outro meu e um da Natasha. Na semana passada, também publiquei aqui no Bule o vídeo sobre o Leonardo Tenório, que volta a aparecer hoje aqui.

Estes são vídeos de histórias. De depoimentos longos ou curtos, que mergulham em questões profundas ou apenas revelam os defeitos e as qualidades de pessoas cuja única semelhança seja, talvez, uma categoria de identificação e construção de si no coletivo: a transexualidade. Ou trans. Ou não -cis. O que gosto de frisar é que são sujeitos contando suas próprias histórias, a despeito de como trabalhamos a temática da identidade de gênero dentro da academia ou dos movimentos sociais.

Abaixo você conhece a Andréia, que tem 68 anos. O relato dela é bem curto, mas profundo. A produção é da TV Folha. Leia o resto deste post

Leonardo Tenório é a nossa cara


A história do Leonardo no programa pernambucano “Pé na Rua”. Dica do @EleiçõesHoje no Twitter.

Pensando ainda sobre histórias de transexuais, também recomendo esta reportagem da TV Folha sobre a Andréia, 68 anos, cuja abordagem está bastante bonita, sensível e respeitosa.

Tyler Clementi: podia ser meu filho


Tyler Clementi, talentoso violinista de 18 anos. Foto: Acervo pessoal.

Nesta última segunda (21), o jovem Dharun Ravi foi condenado por quinze crimes contra seu colega na Universidade Rutgers (em Nova Jersey), Tyler Clementi. Ravi filmou Tyler tendo relações íntimas com outro homem em seu quarto no campus em 2010. Depois divulgou no twitter sobre o que filmara, convidando para uma suposta segunda sessão ao vivo (webcam). Dias após o fato, Tyler Clementi jogou-se da ponte George Washington.

Houve muita polêmica em torno do tempo de condenação de Dharun Ravi, mas o texto que trago não se foca só nisso. Abaixo está o último artigo de Amelia (pseudônimo), a mãe de um garoto gay de 7 anos e que escreve toda semana na página Vozes Gays do portal Huffington Post. Você pode ler o original aqui.

Pode ser meu filho um dia

Tyler Clementi era um universitário de 18 anos quando morreu. Mas ele não teve sempre 18 anos. Tenho certeza de que sua mãe sente, como se fosse ontem, que ele era só um garotinho terminando a primeira série, exatamente como meu filho agora. Quando ouço a história de Tyler, algumas vezes tudo em que consigo pensar é “Podia ter sido com meu filho”. Leia o resto deste post

Escola, infância e sexualidade


Publicado originalmente no blog de Notas Públicas da Liga Humanista Secular do Brasil - LiHS.

A escola deve ser um lugar seguro para todas as crianças, sem exceção

Maio é um mês bastante movimentado na agenda do movimento LGBT nacional. Em meados do mês, ocorrerão em Brasília a 3ª edição da Marcha Nacional Contra a Homofobia, o 9º Seminário LGBT no Congresso Nacional e uma Audiência Pública para tratar da criminalização da homofobia e da violência homofóbica. Esses eventos, nos dias 15 e 16, marcam a passagem do Dia Internacional Contra a Homofobia (17 de maio).

Diversidade sexual na escola.

A Marcha Nacional chega à terceira edição e consolida-se como a manifestação política mais proeminente do movimento em âmbito nacional se considerarmos as Paradas do Orgulho LGBT como eventos não exclusivamente políticos, como avaliam alguns. O tom da Marcha é, até mesmo por sua realização no centro político do país, mais característico da ideia clássica de uma manifestação política. Os eventos desse ano, entretanto, trazem algumas singularidades interessantes, e vou apenas mencionar uma delas para tratar mais detidamente de uma outra. Leia o resto deste post

Avon supports anti-gay preacher in Brazil


One of six hundred outdoors Mr. Malafia released in Rio de Janeiro City on Sep 2010: "In favor of family and preservation of mankind. God created male and female."

This is a short post about Avon Products, Inc. and how their policies regarding LGBT community are not the same depending on the country. In addition, this a call for action for my friends and readers abroad, mainly in the USA, since Avon headquarters are American and their representatives in other countries are subsidiaries.

As you probably know, Human Rights Campaign (HRC) makes a list every year called Buyer’s Guide to help people decide from which corporations to buy their products and services. The personal care company Avon Products is very well rated by HRC, but their subsidiary in Brazil has in their product catalogs books written by a notorious anti-gay evangelical leader named Silas Malafaia.

Just to have a clue about ho is this man, he said in November 2011 to The New York Times the following: “I’m the public enemy No. 1 of the gay movement in Brazil“. Andrew Chesunt, an expert on Latin American religions compared him to Pat Robertson, a very known conservative and homophobic evangelist in United States: Leia o resto deste post

Mídia: cobrar e reconhecer


Ricky Martin posa pela 1ª vez com seus filhos e seu companheiro na edição espanhola da Vanity Fair de abril. Foto: divulgação.

Como jornalista, estou sempre mais do que interessado em ver como a mídia – e a imprensa em especial – retrata a comunidade LGBT brasileira e os temas que lhe são caros. Por outro lado, estou fora do mercado, pois me dedico à pesquisa acadêmica. Não pesquiso especificamente sobre jornalismo, mas sim no cruzamento da mídia com o movimento LGBT. Estar na academia sempre nos deixa mais livres para criticar a produção da mídia, e sei bem o quanto esta posição irrita a muitos jornalistas – um velho dito diz que quem sabe faz (jornalista), quem não sabe, ensina (professor universitário). Que sono disso…

Ao mesmo tempo em que entendo a posição dos colegas, penso que à academia também caiba o papel que cabe a outros atores sociais, como os movimentos sociais, os partidos políticos, as organizações não governamentais, as igrejas e o Estado: cobrar da mídia uma produção que reflita seus respectivos interesses (e, portanto, a pluralidade) e, sobretudo, uma produção baseada em padrões éticos que o próprio campo já estabelece. Não preciso me alongar neste ponto, basta observar como se debate a revista Veja nestas últimas semanas… Leia o resto deste post

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: