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Mídia: cobrar e reconhecer


Ricky Martin posa pela 1ª vez com seus filhos e seu companheiro na edição espanhola da Vanity Fair de abril. Foto: divulgação.

Como jornalista, estou sempre mais do que interessado em ver como a mídia – e a imprensa em especial – retrata a comunidade LGBT brasileira e os temas que lhe são caros. Por outro lado, estou fora do mercado, pois me dedico à pesquisa acadêmica. Não pesquiso especificamente sobre jornalismo, mas sim no cruzamento da mídia com o movimento LGBT. Estar na academia sempre nos deixa mais livres para criticar a produção da mídia, e sei bem o quanto esta posição irrita a muitos jornalistas – um velho dito diz que quem sabe faz (jornalista), quem não sabe, ensina (professor universitário). Que sono disso…

Ao mesmo tempo em que entendo a posição dos colegas, penso que à academia também caiba o papel que cabe a outros atores sociais, como os movimentos sociais, os partidos políticos, as organizações não governamentais, as igrejas e o Estado: cobrar da mídia uma produção que reflita seus respectivos interesses (e, portanto, a pluralidade) e, sobretudo, uma produção baseada em padrões éticos que o próprio campo já estabelece. Não preciso me alongar neste ponto, basta observar como se debate a revista Veja nestas últimas semanas… Leia o resto deste post

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